Conheça os segredos da Vitamina D

Vitamina D3

Com a rotina acelerada dos últimos tempos, permanecemos a maior parte do dia no interior da casa, trabalhando em escritórios ou no trânsito — dentro de ônibus e carros. Essas condições favorecem uma má alimentação e pouco tempo de exposição ao sol: principais fatores que acarretam a deficiência de Vitamina D nos dias de hoje.

Embora muitas pessoas tenham ouvido falar desse nutriente, poucas sabem da sua extrema importância para o bom funcionamento do organismo. Por isso, no artigo de hoje preparamos um guia completo para que você entenda os benefícios da Vitamina D e por que ela é tão essencial para o nosso corpo. Confira!

1. O que é a Vitamina D?

No século 19, as crenças dos poderes milagrosos de quem recebia o tratamento com a fototerapia e o óleo de fígado de bacalhau para prevenir e curar o raquitismo tinha um ponto em comum, a Vitamina D.

Em 1922, ela foi denominada como Vitamina D por ter sido descoberta logo após as Vitaminas A, B e C. No entanto, mais tarde os pesquisadores descobriram que, na verdade, a substância tinha a mesma estrutura básica de hormônios esteroides e a capacidade de ser sintetizada pelo organismo — isso a torna um pró-hormônio e não uma Vitamina.

Dessa forma, houve uma reclassificação dentro da farmacologia, mas o nome se manteve. Atualmente, a Vitamina D faz parte de um conjunto de pró-hormônios esteroides lipossolúveis (solúvel em gordura), que é produzida pelo próprio organismo por meio de fontes dietéticas e, principalmente, pela síntese endógena cutânea.

Ela apresenta em diferentes formas — como D1, D2, D3, D4 e D5. No entanto, as duas principais e mais importantes para a saúde humana são o ergocalciferol (D2) e colecalciferol (D3). Elas estão envolvidas em diversos processos essenciais para o bom funcionamento do organismo, como você verá adiante.

2. Qual é a diferença entre Vitamina D e D3?

A Vitamina D pode se referir tanto à D2 quanto à D3. No caso da Vitamina D2, ela é encontrada em alimentos de origem vegetal — como cereais e verduras. Diferentemente dela, a Vitamina D3 é obtida por meio de produtos de origem animal e, principalmente, sintetizada por meio da exposição da pele aos raios solares.

No organismo humano, tanto a Vitamina D2 quanto a D3 precisam passar por reações químicas para se tornarem a forma ativa da Vitamina D. No fígado, ambas são metabolizadas em compostos diferentes — sendo 25-hidróxi-Vitamina D2 ou D3 e generalizadas pelo nome de calcifediol.

Nos rins, o calcifediol é transformado em calcitriol (1,25-dihidroxicolecalciferol D2 ou D3). Este, por sua vez, é a forma ativa da Vitamina D e facilita o aumento da absorção de cálcio no corpo.

No entanto, devido aos metabólitos da Vitamina D2, ela não possui tanta eficácia em elevar a quantidade de calcitriol e não sintetiza da mesma maneira, quando comparada à Vitamina D3. Dessa forma, a Vitamina D3 apresenta melhores resultados.

3. Para que serve a Vitamina D?

A Vitamina D tem função fundamental para o metabolismo ósseo no corpo humano. Ela facilita a absorção do cálcio, do fósforo e do magnésio pelo organismo.

Consequentemente, além de ajudar a fortalecer os ossos e mineralizar os dentes, ela promove o reforço muscular e previne o surgimento de diversas doenças — como diabetes, obesidade, esclerose múltipla e hipertensão. Dessa forma, a Vitamina D na sua forma ativa participa de diversos processos no organismo.

Nos ossos, onde a sua ação é mais conhecida, ela estimula a síntese de proteínas presentes na formação óssea, fazendo com que aumente o número e a movimentação dos osteoblastos — que são as células responsáveis pela produção do tecido ósseo. Assim, ela é essencial para o desenvolvimento e a sustentação da densidade óssea.

Na mucosa intestinal, a Vitamina D estimula a produção de uma proteína ligante que age na absorção da forma iônica do cálcio e do fósforo, facilitando a difusão desses compostos para a corrente sanguínea. Já nos rins, ela favorece a reabsorção do fósforo e do cálcio, que seriam eliminados pela urina, e os devolve para a circulação sanguínea.

Além disso, a Vitamina D possui outras funções, como:

  • prevenir o envelhecimento precoce;
  • favorecer o equilíbrio;
  • melhorar a performance esportiva;
  • ajudar a processar o açúcar no sangue;
  • melhorar o controle da glicose em diabéticos;
  • reduzir quedas em idosos;
  • diminuir os riscos de fraturas;
  • estimular a produção correta de hormônios masculinos e femininos;
  • evitar diversos tipos de câncer.

Vitamina D Gotas

4. Quais são os benefícios da Vitamina D?

Além das vantagens citadas anteriormente, quando em níveis normais, a Vitamina D pode trazer maior qualidade de vida, já que ela atua em diversas funções. Dentre os inúmeros benefícios da Vitamina D para o bom funcionamento do organismo podemos citar:

Aumento na força dos ossos

Isso acontece porque a Vitamina D estimula a absorção do cálcio — este é indispensável para o fortalecimento dos ossos e dos dentes. Consequentemente, ela também colabora para o crescimento saudável das crianças e diminui o risco da osteoporose nos idosos.

Diminui o risco de diabetes

A Vitamina D tem um impacto positivo nos níveis da insulina e faz com que o organismo consiga processar o açúcar de maneira mais fácil — dessa forma, ela reduz a possibilidade do desenvolvimento de diabetes.

Protege os genes

A Vitamina D proporciona a centenas de genes uma maior proteção, evitando que estes se tornem vulneráveis às alterações nocivas — o que muitas vezes pode causar o desenvolvimento de doenças autoimunes, cardiovasculares e, principalmente, o câncer.

Melhora o desempenho mental

Em níveis adequados no organismo essa substância tem influência significativa sobre o desempenho mental, fazendo com que cérebro funcione plenamente.

Os resultados envolvem uma melhora nas funções da memória, no raciocínio, na concentração e no equilíbrio do corpo. Dessa forma, é minimizado o risco do desenvolvimento de problemas neurológicos, como a demência.

Protege contra doenças cardiovasculares

Esse nutriente exerce um papel importante no músculo cardíaco, uma vez que auxilia no processo para bombear o sangue para o corpo e influencia na produção do hormônio responsável por regular a pressão arterial, a renina.

Fortalece o sistema imunológico

A Vitamina D atua como um modulador imunológico, tornando o organismo menos vulnerável a processos infecciosos — ela é fundamental também para a prevenção de doenças autoimunes, como a esclerose múltipla.

Melhora o humor

Isso acontece devido ao fato de que essa substância promove o equilíbrio hormonal e dificulta a ação do cortisol. Consequentemente, há uma diminuição do estresse, da irritação e até mesmo da depressão, favorecendo a melhora do humor.

Reduz os sintomas da TPM

A Vitamina D participa da regulação dos níveis de cálcio no organismo, o que influencia nas quantidades de estrogênio e ameniza os sintomas da TPM — esse mineral também alivia as contrações musculares que causam as cólicas.

Revigora a pele

Linhas de expressão, rugas e flacidez na pele podem ser melhoradas com a Vitamina D.

Afinal, essa substância consegue acelerar a renovação da pele em cerca de 90%, já que o nutriente é produzido pelo próprio organismo quando os raios solares transformam o colesterol em Vitamina D. Assim, há um maior efeito reestruturação da epiderme, proporcionando uma melhor textura facial.

5. Vitamina D ajuda a emagrecer?

Para quem está pensando em perder peso, a Vitamina D pode trazer resultados significativos. Graças às suas diversas funções no nosso organismo, ela pode ajudar a emagrecer com saúde.

Em primeiro lugar, isso está relacionado ao fato de que a Vitamina D tem um papel importante na produção de insulina (hormônio responsável por regular a taxa de glicose no sangue).

A escassez dessa Vitamina no organismo altera a produção de insulina, fazendo com que haja uma diminuição da glicemia e elevação da insulina — o que pode favorecer uma maior absorção do açúcar e o aumento do apetite. Assim, a Vitamina D ajuda a manter o nível de insulina e a controlar o peso.

Outro ponto a ser observado é a presença dos ligantes de Vitamina D nas células receptoras: quando estimulados, eles aumentam a capacidade do organismo de queimar gordura de maneira mais intensa.

Além disso, a Vitamina D é capaz de dificultar a produção da enzima responsável por formar o cortisol — o famoso hormônio do estresse, que favorece a obesidade e o acúmulo de gordura na região abdominal. Assim, ela diminui os níveis do cortisol e auxilia no processo de emagrecimento.

Por outro lado, a Vitamina também ajuda a aumentar um hormônio chamado Leptina, que emite sinais de saciedade para o cérebro. Isso faz com que o organismo sinta-se mais satisfeito ao receber os nutrientes necessários e fundamentais, evitando o consumo exagerado dos alimentos.

6. Quando temos deficiência de Vitamina D?

A Vitamina D é extremamente essencial para o organismo humano. No entanto, a falta desse nutriente tem se tornado cada vez mais comum na população brasileira.

Na região Sul, por exemplo, um estudo demonstrou uma alta prevalência de hipovitaminose D, ou seja, falta de Vitamina D, em todas as faixas etárias. A insuficiência desta vitamina está presente em cerca de metade dos indivíduos.

Essa deficiência pode estar relacionada com a falta regular da exposição à luz ultravioleta sobre a superfície da pele sem o protetor solar, já que esse processo é um dos principais fatores para que a Vitamina D se fixe no organismo.

Contudo, os baixos níveis de Vitamina D também podem ser decorrentes de algumas desordens que limitam o corpo para a sua absorção e/ou fatores que possam vir a dificultar a conversão da Vitamina na sua forma ativa.

Além disso, muitas pessoas podem apresentar deficiência de Vitamina D e não saber, pois isso geralmente inicia-se de maneira silenciosa, sem sintomas. Porém, fraqueza muscular, fadiga, cansaço mental e até dores crônicas podem ser indícios de que os níveis de Vitamina D estão muito baixos — isso pode desencadear outros problemas sérios. Nesse caso, recomenda-se consultar um médico e solicitar um exame de sangue para dosar os níveis desta vitamina no sangue.

Valores de Referência

  • Deficiência : menor que 20,0  ng/mL

Os índices de Vitamina D nessa faixa podem deixar a pessoa mais propensa ao risco de fraturas nos ossos e a dificuldades de equilíbrio. Estes são sinais da extrema falta de Vitamina D no organismo, principalmente em idosos.

  • Insuficiência: de 20,0 a 29,9 ng/ml

Pessoas nesta faixa devem ficar atentas pois estão no limite entre os níveis considerados deficiência e os níveis recomendados, também conhecidos como suficiência.

  • Suficiência: igual ou superior a 30,0 ng/ml

Neste caso o corpo está mais protegido contra o desenvolvimento de doenças cardíacas, mental, obesidade e dos ossos. Não é necessário o uso de nenhum tipo de suplementação, mas as taxas devem ser mantidas bem equilibradas.

7. Como aumentar os níveis de Vitamina D?

Para aumentar o índice de Vitamina D no organismo, o mais indicado é procurar por um médico especialista para que ele possa recomendar a dosagem específica e a estratégia mais adequada para cada pessoa.

Geralmente, para reverter o quadro de insuficiência é preciso promover algumas mudanças na rotina e acrescentar alguns hábitos diários, como:

Exposição aos raios solares

A exposição ao sol é a principal fonte de Vitamina D. No entanto, para obter resultados é preciso expor os braços, o tronco, o rosto, o pescoço e as pernas por um período de 10 a 15 minutos, antes das 10h e depois das 16h todos os dias e sem o uso do protetor solar — pois ele pode diminuir a absorção da Vitamina.

Esse processo fará com que a pele absorva os nutrientes necessários para que o organismo produza a Vitamina D de forma natural, evitando a deficiência desta substância no corpo.

Vale ressaltar que, após 15 minutos de exposição aos raios solares, o uso do protetor solar deve ser obrigatório. Além disso, ao contrário do que muitos pensam, o aumento do índice de Vitamina D não tem efeito imediato, uma vez que o organismo precisa readequar-se para sua produção.

Consumir alimentos ricos em Vitamina D

Embora a síntese da Vitamina D seja obtida muito mais por meio da exposição ao sol, esse nutriente também pode ser adquirido por meio de alguns alimentos de origem animal — como sardinha, atum, salmão, ovos de galinha e óleo de fígado de bacalhau.

Esses alimentos, quando inseridos diariamente na dieta e associados a outras Vitaminas e minerais, são capazes de combater a deficiência da Vitamina D no organismo.

Utilizar suplementos naturais

O estilo de vida moderno faz com que muitas pessoas passem a maior parte do tempo em ambientes internos — como escritórios ou casas. Isso faz com que elas não obtenham, por meio da alimentação e/ou exposição aos raios solares, doses suficientes para alcançar as necessidades diárias e aumentar o nível de Vitamina D.

Nesse caso, o uso de suplementos se faz necessário. Eles podem ser encontrados tanto nas lojas de produtos naturais quanto nas farmácias — comercializados como gotas, cápsulas ou comprimidos. Geralmente, o suplemento mais recomendado é a Vitamina D3, graças à sua versão natural e por ser considerado mais completo e eficaz.

Vitamina D3

8. O que a falta da Vitamina D pode causar?

A falta da Vitamina D pode impactar tanto nas emoções quanto no corpo, trazendo diversos transtornos para o indivíduo, como:

Problemas ósseos

O efeito da deficiência de Vitamina D se dá principalmente sobre os ossos. Nas crianças e nos jovens, o baixo nível da substância pode prejudicar o desenvolvimento dos ossos, fazendo com que durante essa fase haja um crescimento insuficiente e inadequado — isso pode causar, principalmente, o raquitismo infantil.

Nos adultos e nos idosos, por sua vez, além da fraqueza muscular, há um maior risco de mineralização anormal dos ossos e a possibilidade de osteomalácia (enfraquecimento dos ossos), que pode levar à osteoporose.

Baixa imunidade

A falta dessa Vitamina proporciona uma baixa imunidade, fazendo com que qualquer pessoa esteja suscetível a contrair gripes e resfriados e outras doenças infecciosas. Da mesma forma, há um maior risco de adquirir diabetes tipo 2 e problemas crônicos e degenerativos.

Desequilíbrio hormonal

Um maior desequilíbrio do sistema hormonal pode estar relacionado com a falta de Vitamina D. Afinal, com a deficiência desse nutriente há uma redução da libido sexual, pois as quantidades de estrogênio e testosterona tendem a diminuir na mulher e no homem, respectivamente.

Por outro lado, o nível do cortisol aumenta. Além do ganho de massa muscular, há um maior acúmulo de gordura na região abdominal, o que contribui para a obesidade.

Queda de cabelo

A deficiência de nutrientes como a Vitamina D também pode causar a queda de cabelo. As células receptoras dessa substância são essenciais para que o processo de renovação dos fios possa ser bem-sucedido. Quando há um comprometimento dessas células, como a falta de Vitamina D, ocorre a interrupção do processo e o aumento da queda de cabelos.

Além disso, a deficiência de Vitamina D também pode estar relacionada à queda capilar em Alopecia Areata, uma doença autoimune que causa a perda de cabelo da cabeça e de outras partes do corpo que tenham pelos.

Problemas cardiovasculares

No músculo cardíaco, a falta de Vitamina D pode fazer com que haja um maior acúmulo de cálcio nas artérias, contribuindo para a formação de placas e o aumento das chances de desenvolver problemas cardiovasculares — como insuficiência cardíaca, infarto, derrame e hipertensão.

Complicações na gestação

Durante a gestação, a ausência de Vitamina D no primeiro trimestre pode aumentar o risco de aborto, fazendo com que o sistema imunológico da gestante esteja repelindo a implantação do embrião. Já no final da gravidez, esse problema pode causar a pré-eclâmpsia, que é uma doença hipertensiva específica na gravidez.

Ainda na gestação, durante o desenvolvimento do cérebro do bebê a falta dessa substância pode elevar as chances de ocorrer alguma má formação.

Contudo, a deficiência dessa substância ainda pode causar:

  • redução das capacidades de memória e de raciocínio;
  • câncer;
  • alterações musculares;
  • esclerose múltipla;
  • doença renal crônica;
  • psoríase e asma;
  • predisposição a infecções respiratórias;
  • insônia;
  • risco de desenvolver Alzheimer e Parkinson;
  • depressão e estresse.

9. Como saber a dosagem suficiente?

As doses diárias necessárias para repor a Vitamina D variam de acordo com a idade — as quantidades vão aumentando ao longo da vida do indivíduo. No entanto, há muitas dúvidas sobre a dose diária ideal dessa substância.

De acordo com o Institute of Medicine dos Estados Unidos, recomenda-se que o consumo diário seja de 600 UI/dia para pessoas de 1 a 70 anos e de 800 UI/dia para aquelas com mais de 70 anos de idade.

Porém, esses níveis ainda podem ser considerados muito baixos, já que existem outros fatores que devem ser levados em conta para que se possa determinar a dose mais adequada para cada pessoa.

10. Quais são as consequências do excesso dessa substância?

Como toda substância no organismo, o excesso de Vitamina D também pode trazer consequências desagradáveis. O enfraquecimento dos ossos e o aumento dos níveis de cálcio na circulação sanguínea são alguns dos resultados negativos que podem levar ao desenvolvimento de arritmia cardíaca e pedra nos rins.

Além desses, pode haver outros sintomas, como:

  • falta de apetite e náuseas;
  • vômitos e fraqueza;
  • aumento da vontade de urinar;
  • hipertensão arterial;
  • coceira na pele;
  • sede elevada e nervosismo.

Contudo, o excesso de Vitamina D geralmente só acontece quando há o uso exagerado da substância, principalmente por meio de suplementos. Afinal, a exposição ao sol e o consumo de alimentos que a contém não causam excesso de Vitamina D.

Para desintoxicar o organismo é necessário suspender a suplementação e reduzir a ingestão de cálcio. Por isso, antes de iniciar a suplementação por conta própria, embora essa vitamina seja vendida sem a exigência de receita, é fundamental consultar um médico para indicar a dose correta.

Normalmente, quando há deficiência de Vitamina D, as doses necessárias utilizadas nas primeiras semanas são maiores do que as sugeridas normalmente, nesse caso, é fundamental procurar a orientação de um profissional de saúde.

E você, o que tem feito para aumentar os níveis de Vitamina D no seu corpo? Deixe o seu comentário! Compartilhe este post com seus amigos!

E-book cabelos

por Fernanda Satlher

Diretora da BS Pharma, ciclista, mãe e adora escrever artigos. Farmacêutica industrial graduada pela UFMG com 22 anos de experiência e pós-graduada em Farmácia Magistral Pela UNESP- Araraquara. Gestora de projetos pelo IBMEC - MG.